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E|--11/14-14-14-14-11-12-9--11-7-9--6-7-6-----7- B|--12/16-16-16-16-12-14-11-12-9-11-7-9-7------- G#|----------------------------------------6/7--- E|---------------------------------------------- B|---------------------------------------------- E|--------------------------------2-2-2-2- B|----0---------------------2-4-5--------- G#|----------------------2-3--------------- E|------------4-2-2-4-5------------------- B|--0---5-5-5-----------------------------
Quando o sol brota no monte, já me encontra na labuta Orquestra dos passarinhos, sou o primeiro que escuta No conjunto sou maestro, a enxada minha batuta Seu compasso é harmonia, dissonante diminuta Solto a voz nesse momento, e quem não tem sentimento Garante que sou biruta Quem tem sensibilidade, aprova minha conduta Vivendo aqui no sertão, minha saúde é enxuta Me trato com raizada, e até concedo consulta Quase um homem das cavernas, fui criado numa gruta Sou tratador raizeiro, não se forma com dinheiro Na medicina matuta No sertão só é doutor, quem aprende e executa Não barganho essa ciência, por um diploma fajuta Curo males do estômago, com polvilho de araruta O amargo do pau pereira, boldo e raiz de buda E algum outro sofrimento, se precisar benzimento Que vem de ciência ocultaIntrodução Eu faço minha mesinha, com o que o mato me faculta Raiz que tiro do chão, e casca de algumas fruta O cerrado é um seleiro, dos remédios que resulta A medicina moderna, de charlatão me insulta Mesmo mal compreendida, por nada troco essa vida Eu não aceito permuta O sol já vai descampando, eu ainda estou na luta Caboclo pega o batente, de maneira resoluta Eu vou tirar mais um eito, nem que use a força bruta Porque amanhã é domingo, vou pra venda do Chicuta Tomar uma águardente, pois tenho desse ambiente Segurança absoluta