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E|--4/09-9--9--9--9--12-10-7-7-7-12-12-12-9-- B|--5/10-10-10-10-10-14-12-9-9-9-9--9--9--10- G#|------------------------------------------- E|------------------------------------------- B|------------------------------------------- E|--7/09-7-7-5-4-5-7-7-5-4-2-4-4-2-0---5- B|--9/10-9-9-7-5-7-9-9-7-5-3-5-5-3-2-3-5- G#|-----------------------------------3-5- E|-------------------------------------5- B|-------------------------------------5-
Eu tenho sangue de índio nasci no verde sertão Fiz a casa de barrote no meu pedaço de chão Candeeiro de azeite me serve de lampião O café e o arroz eu descasco no pilão Tenho dois burro de carga e um cavalo manga larga De muita estimação A invernada é pequena mas é puro colonhão Das vacas tiro o leite faço queijo e requeijão Do porco tiro a banha e o toucinho pro feijão Da cana a rapadura e a pinga de garrafão Necessidade não passo, fumo bom eu mesmo faço Tem esoque no porãoIntrodução Vejo da minha janela animais e plantação Cafezal quando florece embranquece o espigão Arrozal tombando os cachos amarelando o varjão Capivara se misturam, com porcos no magueirão Flor do campo me perfuma e a carne gorda defuma Na fumaça do fogão Cercado pela família eu vou levando um vidão Da flora tiro o remédio para a nossa proteção O peixe para nossa mesa eu pesco no ribeirão Nesse resto de pureza dessa sofrda nação Eu sou feliz do meu jeito, com a viola no peito E Deus no meu coração